terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Papéis amarelados

Não há mais rasuras em meu caderno, todavia sobram-lhe espaços. Já não tenho ânsia da escrita e aquela euforia mental já não me ocorre mais. Fechar os olhos e deixar que meus dedos guiem-se por letras é insuficiente para que se traduza o que sinto. Sendo assim, a ausência da escrita reflete minha falta de alegria, de tristeza, de entusiasmo, de fogo, paixão, invernos, guardas-chuva, brisa, lua, mar, orvalho, inclusive decepções. São estes os pequenos ingredientes que nos permitem criar coisas belas. Como um cozinheiro precisa de ingredientes para o prato principal, a vida também clama por coisas sutis, mas que dão todo um sabor para o viver.

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