sábado, 29 de novembro de 2014
138km e um gostar moderno.
Era noite onde ele estava. E o mesmo sol se pôs para ela. Não se viram. Não se sentiram. Não se cheiraram. Mas sabiam exatamente o gosto que cada um tinha. As palavras que saiam dos dedos dele beijavam as que saiam dos dedos dela. Cada foto que trocavam se transformavam em espirais de arte abstrata até que, tudo que restava aos olhos, eram os dois em um plano só. Em seus pensamentos dançavam como ventos que se encontram, como ying e yang, mas nesse caso se tratava de ying e ying, por tamanha afinidade. Mandavam abraços e beijos pela janela. E todos os dias dormiam de janelas abertas, esperando que tais afagos percorressem os 138 kilômetros e fossem de encontro a cada um dos dois. Apostavam corrida com o sol para dar bom dia um ao outro. O brilho daquela tela podia não ser tão forte como o sol, mas aquecia o coração da mesma forma. E conforme o coração aquecia, o gelo se quebrava, a distância diminuia, as duas noites se tornavam uma só, e os 138 km , agora eram 138 maneiras de se gostar. Ela ainda era ela. Ele era ele. Só que agora eram 138 vezes mais parecidos com um só.
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