quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sol ou chuva?

Sendo chuva, poderia refrescar-te quando não suportasse o calor. Poderia correr no teu corpo e por vezes arrepiar-te. Tiraria todas as impurezas de seu caminho e faria florescer o mais belo jardim quando fosse embora. Mas sendo chuva, poderia deixar-te doente, nervosa por molhar aquela roupa preferida, ou prendê-la em casa, e mesmo contra minha vontade, o vento me faria chover em outros lugares.
Sendo sol te acordaria lentamente pela manhã ao tocar teu rosto, raio por raio. Esquentaria teu sangue e iluminaria teu dia e por vezes mandaria pássaros orquestrarem tua tarde. Mas sendo sol, poderia queimar tua pele, deixar-te cansada, afugentar-te para as sombras e não ser exclusividade tua, pois, sendo o sol, tocaria também ao mundo inteiro.
Sendo assim, que eu seja eu mesmo. Dessa forma enxugarei a chuva de teus olhos, lhe aquecerei com um abraço, refrescarei teu corpo com um suspiro, dedicarei a ti jardins em poemas, arrepiarei tua pele com um beijo, entregarei luz ao teu sorriso, deixarei minha voz embalar-te em sonho, e quando o sol acordar, meus dedos já estarão lhe despertando, passeando em teus cabelos.
E ao final de tudo seria eu, você, e quem sabe, um banquinho de praça.

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